Olho seco

A síndrome do olho seco ou da disfunção do filme lacrimal se apresenta com sintomas de ardor ou queimação ocular, sensação de corpo estranho ou sequidão e aumento da secreção mucosa. Tendo em vista a função óptica da lágrima a turvação visual pode ocorrer.
Medidas adjuvantes, como uso de umidificadores, o reposicionamento do ar condicionado, instituir pausas durante o uso do computador ou em leituras prolongadas, são bastante úteis na redução e até melhora completa dos sintomas.
Sinais e sintomas:
Os portadores de olho seco apresentam alterações do filme lacrimal por diferentes agressões:
- ambientais (vento, poluição, ar condicionado);
- medicamentosas;
- estado emocional;
- ausência de proteção do olho (anatômica, ritmo do piscar e oclusão palpebral);
- atividades físicas;
Existem portadores de olho seco assintomático, e são difíceis de detecção. Já os casos de olho seco limítrofes, geralmente ocorrem associados às condições externas ( aparecem na presença de vento, ar condicionado). Os casos moderados e avançados que possuem sinais e sintomas característicos são de fácil diagnóstico.
Diagnóstico:
Além do exame do olho onde será examinada a córnea, o filme lacrimal, a presença de áreas secas e o piscar, o oftalmologista pode solicitar que se meça a quantidade de lágrima pelo teste de Schirmer.
Tratamento:
O tratamento do olho seco vai depender do quadro do paciente. O mais comum é:
• Preservação das glândulas lacrimais
• Medidas de higiene
• Controle do meio ambiente
• Proteção contra o meio ambiente
• Uso de fármacos – preventivos/curativos
Consegue-se bons resultados melhorando a qualidade do filme lacrimal; adicionando lágrimas artificiais e protegendo os olhos das agressões ambientais. Em alguns casos são necessários medicamentos mais agressivos e a oclusão do ponto lacrimal.
Importante:
É importante que ao sentir algum sintoma a pessoa procure por um médico, pois somente na avaliação oftalmológica é possível detectar o problema.
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Você conhece seu olho?
O olho é responsável pela captura das imagens. Para exercer essa função, possui um sistema óptico formado por duas lentes: a córnea e o cristalino. Ambas devem ser transparentes e possuir superfícies lisas e regulares para permitirem a obtenção de imagens nítidas.

A -Córnea
B – Cristalino
O olho humano é o orgão da visão e é melhor comparado com uma câmara fotográfica. A função do olho é de converter luz em sinal elétrico que é transmitido para o cérebro pelo nervo óptico e é somente no cérebro que este sinal será convertido em imagem gerando a visão. A seguir será ilustrado as estruturas anatômicas oculares.

Córnea
A primeira superficie encontrada no olho é a lagrima. A superfície ocular deve ficar umidificado por todo o tempo e para isto as glândulas lacrimais, palpebrais alem de outras células possuem o papel de produzir a lagrima. Esta, cobre a córnea, que é a primeira estrutura ocular por onde o raio luz passa para dentro do olho, funcionado como a lente da câmara fotográfica. Para isto obrigatoriamente esta deve ser transparente caso contrário a imagem não é formada com nitidez.
Atrás da córnea e antes de chegar na íris existe um espaço denominado de câmara anterior, o qual é preenchido por liquido denominado de humor aquoso. Se este for produzido em grande quantidade ou se o seu escoamento for insatisfatório a pressão do olho pode aumentar e gerar o glaucoma.
Íris
Este é a estrutura responsável pela cor dos olhos e fica dentro da câmara anterior, funcionando como o diafragma da câmara fotográfica contraindo e dilatando dependendo da quantidade de luz que chega ao olho.
Pupila
A íris em sua região central apresenta descontinuidade de sua estrutura e isto gera um espaço negro arredondado por onde a luz entra dentro do olho. A pupila é conhecida popularmente como “menina do olho”.
Cristalino
A próxima estrutura a ser encontrada é a lente natural do olho denominada de cristalino, que é responsável em focalizar a imagem em observação na retina. Esta tem a capacidade de alterar o seu formato a fim de que possamos enxergar com nitidez uma imagem de perto e longe.
A partir dos 40 anos o cristalino fica menos flexível e com isto perdemos gradualmente a capacidade de enxegar para perto o que é chamado de presbiopia o que gera a necessidade de óculos para perto.
Para melhor definição da imagem o cristalino obrigatoriamente deve ser transparente, contudo com o avançar da idade e após certos tipos de cirurgias ele pode tornar-se opaco e ser então chamada de Catarata que por impedir que os raios de luz penetre dentro do olho com nitidez deve ser cirurgicamente substituída por uma lente artificial transparente definitiva.
Vitreo
A próxima estrutura ocular a ser alcançada pelo raio de luz é o vítreo. Esta estrutura que constantemente é comparada a gelatina pelo seu aspecto é responsável por preencher todo o interior do olho e manter a tonicidade e o aspecto estrutural de um globo.
Retina
Quando o raio de luz percorreu todos estes meios ele finalmente chega na retina que fazendo analogia com a câmara fotográfica seria o filme desta. A retina é responsável por converter o raio de luz em sinal elétrico que segue pelo nervo óptico até o cérebro aonde a imagem é formada. A região mais central da retina é chamada de macula e tem o objetivo de ver a região central e com mais nítidez, sendo assim, qualquer doença que acometa especificamente esta região gera uma mancha central na visão do paciente. Já a retina periférica observa o campo periférico.
Nervo Óptico
O Nervo Óptico é a estrutura por onde o sinal elétrico formado na retina chega ao cérebro para a imagem ser formada. Esta estrutura é lesada em doenças como glaucoma e aquelas enfermidades intracranianas já que o trajeto do nervo dentro do crânio é bastante longo.







