Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

  • Diminuir tamanho da letra
  • Voltar ao padrão da letra
  • Aumentar tamanho da letra

Cuide dos olhos no verão

Com a chegada do verão e das férias, aumentam o contato com o sol, claridade, cloro, ar condicionado e areia – agentes irritantes dos olhos e que podem causar sérios problemas visuais. A maioria das pessoas procuram pelo sol, água e areia. Mas é preciso cuidado quando o tema é a relação dos olhos com esse trio.

Nesta época, a incidência de conjuntivites, alergias e irritações oculares causadas pelo cloro, protetores solares e bronzeadores chega a ser maior do que nos demais meses do ano.

Com o excesso de claridade pode surgir as reações alérgicas e queimaduras graves, podendo até mesmo machucar a córnea, provocando nos olhos a sensação de desconforto, como se houvesse um cisco, além de provocar vermelhidão. Outro ponto que deve ser ressaltado é o contato dos olhos com qualquer substância química, que pode gerar incômodo visual e até mesmo queimaduras crônicas.

Para evitar estragos causados pelos raios ultravioletas (UV), a melhor opção, é a escolha de um par de óculos escuros com lentes adequadas, de boa qualidade, que bloqueiem pelo menos 99% da radiação ultravioleta.

Ao escolher óculos, nem sempre o mais escuro é que oferece melhor proteção. O filtro UV pode ser colocado até mesmo em lentes transparentes. O importante é saber a procedência dos óculos para garantir que os olhos estarão protegidos. Por isso não é aconselhável compra-lo em mercados ambulantes.

A exposição dos olhos a esses raios pode, ao longo dos anos, antecipar o surgimento de doenças próprias da terceira idade como a catarata e a degeneração macular. A catarata é a perda da transparência do cristalino, o que provoca o embaçamento da visão. A degeneração macular é provocada pela destruição dos neurônios na mácula, área responsável pela visão central.

A pessoa perde a capacidade de foco dos olhos e passa a ter, então, somente a visão periférica. No ponto de foco, somente é possível enxergar uma mancha negra. Os casos mais avançados podem chegar a cegueira total. Cerca de 25% da população com mais de 75 anos, já apresenta algum tipo de degeneração.

Para quem usa lentes de contato, os cuidados devem ser redobrados. Além de não abrir os olhos debaixo d’água – recomendação que vale para todos -, os usuários de lentes devem utilizar também óculos de sol para evitar a entrada de ciscos e areia nos olhos.

É importante que as lentes não sejam lavadas em água de e torneira, apenas com produtos adequados e não deixar que entrem em contato com substâncias gordurosas. E antes de manuseá-las, é importante lavar bem as mãos com sabonete e manter o estojo sempre limpo.

No caso de qualquer contaminação, o aconselhável é lavar bem os olhos com água filtrada ou soro fisiológico. Além disso, é importante a consulta ao oftalmologista para a indicação de colírios ou tratamentos adequados para impedir a progressão do problema.

Verão é época da disseminação de conjuntivites

A conjuntivite pode ser causada por vírus ou bactérias, levando a quadros diferentes, que requerem tratamentos também distintos. Os sintomas são: presença de olhos vermelhos e lacrimejantes, dor persistente, sensação de que há areia nos olhos, dor ao olhar pra luz e pálpebras inchadas. No caso das bacterianas, há uma grande produção de secreção amarelada e, pela manhã, a pessoa acorda com as pálpebras “grudadas”.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de objetos contaminados (toalhas, travesseiros, lenços) e dissemina-se rapidamente em ambientes como escolas ou creches. O tratamento da conjuntivite bacteriana é feito com uso de colírios de antibiótico. No caso das viróticas, o tratamento consiste em lavagem e manutenção de cuidados de higiene.

“Para prevenir essa doença, o ideal é que sejam mantidos hábitos de higiene adequados, já que o verão é época da disseminação de conjuntivites”, enfatiza Maria do Carmo Monte, oftalmologista do ISO Olhos. Ela lista os seguintes cuidados: evite coçar os olhos; use lenços descartáveis, quando necessário; use travesseiros individuais; evite usar objetos de pessoas com a doença; evite piscinas com água não tratada e o uso de lentes de contato nessas situações.

Dra. Maria do Carmo Monte é médica oftalmologista do ISO Olhos – Instituto de Saúde Ocular

Postado por: ISO Olhos   |   0 Comentário

Deixe uma Resposta