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Dr. Gilberto Pereira Rezende

O que é descolamento de retina?

:: O que é o descolamento da retina?
Descolamento de retina é, na verdade, a separação de duas camadas da retina quando a parte sensorial (relacionada com a visão) se separa da camada pigmentada da retina, que é o epitélio pigmentar (relacionada com a nutrição da retina sensorial ).

:: Quais são as causas?
Existem várias causas para isso, porém o aparecimento espontâneo é o mais frequente. Outras causas são traumatismo nos olhos, diabetes, inflamações oculares e alta miopia.

:: Quais são os sintomas?
O descolamento pode aparecer sem dar aviso prévio, porém pode ser precedido de basicamente dois sintomas iniciais: o aparecimento repentino de manchas na visão, assemelhando-se a moscas (são chamadas de moscas volantes), e a instalação de flashes luminosos.

:: Deve-se salientar que esses sintomas são comuns a outras condições do olho e não significam necessariamente a presença de descolamento de retina. Assim, somente um médico oftalmologista pode diferenciar essas condições de um descolamento de retina. Quando o descolamento já se instalou, o sintoma é perda progressiva do campo visual (que pode ocorrer rapidamente, em horas) e, em casos mais avançados, da visão central.

:: Há prevenção?
Não existe prevenção para o descolamento espontâneo, porém, o exame com oftalmologista feito anualmente pode detectar condições de risco preexistentes.

:: Há tratamento?
Sim. Quando o descolamento é pego numa fase precoce, o tratamento pode ser realizado por meio de raios laser.
Quando estiver mais avançado, somente a cirurgia pode resolver. No entanto o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento é fundamental para o melhor sucesso. A crença de que os sintomas vão desaparecer sozinhos ou que óculos podem resolver retarda o diagnóstico e, portanto, o tratamento. Com isso, diminuem as chances de recuperação e preservação da visão.

:: Se não tratada, pode gerar complicações?
O descolamento de retina não tratado a tempo e da maneira correta leva à perda irreversível da visão do olho afetado.

Dr. Gilberto P. Resende é oftalmologista do ISO Olhos e  especialista em Retina e Vítreo

36º Congresso Brasileiro de Oftalmologia

De 5 a 8 de setembro acontece em Porto Alegre, nas instalações da Fiergs, o 36º Congresso Brasileiro de Oftalmologia. De acordo com os organizadores, o congresso de formato dinâmico, vai favorecer a troca de experiência e a atualização nas áreas mais avançadas da oftalmologia, com a presença dos principais especialistas brasileiros e destacados conferencistas do exterior.

Centro geográfico do Mercosul, a capital gaúcha favorece a intensa participação de colegas, sobretudo da Argentina, Uruguai e Chile, garantia de um produtivo intercâmbio continental.

Para os presidentes do do XXXVI Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Italo Marcon e Jacó Lavinsky, o congresso oferece uma excelente parte científica e social. Neste edição, o ISO Olhos está representado pelos médicos: Gilberto Pereira Resende, Maria do Carmo Monte, Emiliana Valadares, Marcia Cunha Lima, Ticiana Côrrea e Priscila Lopo.

Para saber a programação completo do evento, clique aqui.

Canetas com ponteira laser podem provocar lesões à retina

Um artigo publicado no The New England Journal of MedicineRetinal Injuries from a Handheld Laser Pointer – tem chamado a atenção dos oftalmologistas pelo alerta que faz em relação a um comportamento juvenil, que assim como o vodka eyeballing, pode ser muito prejudicial à visão. O artigo de Martin Schmid, oftalmologista suíço, é um relator do caso sobre um adolescente que sofreu uma lesão ocular muito grave, enquanto brincava com uma caneta laser pointer verde de alta potência.

As canetas a laser são comumente usadas em salas de aula e são consideradas inofensivas e seguras. No entanto, a ponteira a laser pode causar lesões oculares graves, como as que sofreu o garoto de 15 anos, mencionado no artigo. O menino tinha encomendado uma destas canetas pela Internet para usar como um brinquedo: estourar balões, fazer furos em cartões de papel e no tênis da irmã… Vídeos com estes mesmos propósitos podem ser vistos no You Tube: http://youtu.be/1n40HYINEks.

A vida do garoto mudou quando ele estava brincando com a caneta a laser na frente de um espelho para criar um “show de laser”. Foi neste momento que feixes alcançaram seus olhos, por várias vezes. Ele imediatamente percebeu que sua visão ficou borrada, em ambos os olhos. Pensando que a perda visual seria transitória e com medo de contar a seus pais o que havia acontecido, ele esperou duas semanas, até já não poder mais disfarçar seu incômodo visual, até procurar um oftalmologista.

Ao ser examinado, os oftalmologistas perceberam que sua acuidade visual era tão baixa no olho esquerdo que ele só foi capaz de contar os dedos da mão a uma distância de 3 metros. Após os exames clínicos, uma fundoscopia revelou uma hemorragia sub-retiniana densa em sua mácula esquerda e várias cicatrizes redondas minúsculas no epitélio pigmentar da região foveolar de seu olho direito.

Quatro meses após o incidente, a função visual do rapaz permaneceu comprometida, mas melhorou para 20/32 no olho direito, restando apenas uma cicatriz ao lado do centro da fóvea no olho esquerdo, depois de ter recebido uma injeção intravítrea de ranibizumabe. (medicamento empregado no tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade, problema comum na terceira idade).

Segundo os autores do artigo, as ponteiras a laser vendidas para o público, no passado, tinham uma saída máxima de 5 mW, considerada inócua ao olho humano. No entanto, a caneta a laser que provocou os danos à visão do adolescente tinha uma saída de laser de 150 mW.

O uso de lasers que podem ameçar o olho normalmente é restrito a ambientes profissionais e militares. Acidentes com este tipo de caneta, como o descrito no artigo científico, ainda são raros. No entanto, os oftalmologistas alertam que dispositivos a laser, com uma potência de até 700 mW, são facilmente comprados pela Internet. Numa pesquisa rápida em sites brasileiros é possível comprovar tal fato. Há registros de canetas, como a que provocou o acidente, com até 300 mW, ou seja, lasers de alta potência estão sendo comercializados como se fossem apenas “laser pointers”, produtos menos potentes. E além das canetas, os sites oferecem espadas a laser e outros dispositivos eletrônicos de alta potência como se fossem brinquedos.

Os consumidores destes produtos são, na verdade, vítimas potenciais destes ‘brinquedos perigosos’, pois não conseguem distinguir se um determinado laser é inofensivo ou perigoso à visão. E pela proliferação destes produtos na Internet, poderão ser registrados, num futuro próximo, muitas outras lesões oculares como a descrita no artigo de Martin Schmid.

Danos à visão

Como as luzes domésticas, os lasers são medidas em watts, mas a semelhança termina aí. Uma lâmpada incandescente de 100 watts produz cerca de cinco watts de luz visível, o laser de cinco miliwatts é apenas um milésimo tão poderoso. Mas a luz de uma lâmpada é difusa e a de um feixe de laser está concentrada, portanto, o efeito de cinco miliwatts no olho é 10.000 vezes mais intenso.

A forma como o olho focaliza intensifica a atuação do laser. A luz verde entra e vai direto para a fóvea, o centro da retina. O pigmento mais escuro na fóvea absorve a luz como o calor: rapidamente, elevando a temperatura da retina.

De acordo com os médicos, o grande perigo do manuseio indiscriminado deste tipo de objeto é que o laser de alta potência dá ao ser humano menos tempo para desviar o olhar antes que a lesão ocorra.  E quanto mais potente for o laser, mais danos oculares são causados em microssegundos.

No Brasil, ainda não há indícios de epidemia de lesões provocadas pelas canetas, mas com a circulação indiscriminada deste objeto, principalmente entre crianças e adolescentes, é preciso fazer o alerta sobre este potencial perigo aos pais e educadores.

::Leia mais:

Prática de pingar vodca nos olhos pode levar à cegueira

24 pessoas se candidatam a teste com células-tronco

Vinte e quatro pacientes se inscreveram para os primeiros testes clínicos voltados para o tratamento de dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia Advance Cell Technology, de Massachusetts (USA).

A FDA (agência reguladora medicamentos e alimentos dos EUA) deu luz verde, em janeiro, aos testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil, conhecida como doença de Stargardt, e a cegueira por degeneração macular relacionada com a idade (DME), uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.

Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão “em um futuro muito próximo”, disse um porta-voz da companhia.

“Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira”, disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.

As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.

Fonte: Folha Online

Dicas para evitar desgastes oculares


Normalmente a pessoa pisca 24 vezes por minuto, quando se está diante de um computador a frequência de piscadas cai pela metade. Isso acontece geralmente com pessoas que passam boa parte do seu tempo ou trabalham horas diante de um monitor. Não é claramente perceptível que a frequência desses movimentos diminui, mas isso causa cansaço visual e ausência de concentração.

Confira algumas dicas para evitar esse desgaste:

- Sempre manter os pés tocando no chão;

- A distância que os olhos precisam ficar diante da tela é a de 50 cm a 65 cm;

- Sempre posicionar o monitor contra as fontes de luz, como lâmpadas e janelas;

- O tamanho das letras deve ser proporcional ao da resolução do monitor, sempre evites cores fortes nas letras e imagens na hora de configurar sua tela;

- Faça intervalos e mescle seu tempo na frente do computador com outras tarefas que não fixam o olhar, para evitar o estresse visual;

- Procure usar lágrimas artificiais quando se fica exposto ao ar condicionado, elas ajudam na lubrificação dos olhos;

- Mantenha sempre seu monitor limpo, ele produz uma estática que ajuda no acúmulo de pó, piorando a qualidade da imagem, fazendo você usar mais sua visão.

Aparelho dá visão parcial em caso de problema na retina

Um aparelho permite que pessoas cegas por causa de degenerações da retina vejam flashes de luz, imagens borradas e distingam cores. O dispositivo, conhecido como Argus II, é fabricado pela empresa norte-americana Second Sight, e sua comercialização na Europa foi aprovada em março.

O aparelho é similar aos implantes usados em pessoas com deficiência auditiva, que captam o som por um microfone e convertem os sinais em impulsos elétricos.

No caso da retina artificial, uma microcâmera de vídeo nos óculos captura imagens e as converte em sinais elétricos, que são enviados aos óculos por um cabo.

Esses sinais são transmitidos, sem fio, para um microchip no olho do paciente. Eles são enviados ao nervo óptico e depois ao cérebro. Segundo a empresa, o implante é imperceptível e a cirurgia para colocá-lo dura três horas. O aparelho custa US$ 100 mil (R$ 163 mil).

TESTES

O aposentado grego Elias Konstantopoulos usa óculos "biônicos" com microcâmera

Nos EUA, o aparelho está sendo testado em pacientes na Universidade Johns Hop-kins, em Baltimore. É o caso do eletricista aposentado Elias Konstantopoulos, 72, que nasceu na Grécia, mas hoje mora nos EUA.

Ele perdeu a visão por causa de uma doença degenerativa e hereditária chamada retinose pigmentar.

Em 2009, Konstantopoulos começou a fazer parte de um estudo sobre o aparelho.

Agora, ele põe os óculos todos os dias e enxerga as luzes de um carro passando na rua e se orienta em um quarto pela luz da janela aberta.

“Sem o aparelho, não vejo nada. Com ele, há uma esperança. Sei que tem algo ali”.

Mas os especialistas afirmam que as respostas variam muito em cada paciente. Pessoas cegas há muito tempo provavelmente não terão muitos benefícios.

Para Paulo de Arruda Mello, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o Argus II representa um avanço importante.

“São imagens rudimentares, mas, para quem não tem nada de visão, é uma coisa fantástica poder distinguir claro e escuro”.

Segundo Mello, o aparelho ainda está longe de ter praticidade clínica. “Por enquanto, acreditamos mais no tratamento farmacológico”.

Fonte: Folha Online

Congresso internacional de oftalmologia começa nesta quarta-feira

Terá início na próxima quarta-feira (20.04) o 36º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, evento internacional que terá como palco o Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. Uma extensa agenda foi montada para os três dias do encontro. Cursos, palestras de cunho técnico com abordagem sobre novas técnicas de tratamento, procedimentos e recursos recentes, festival de filmes e a Corrida Retina 2011 constam da programação. O médico Gilberto Pereira Resende,  especialista em retina no ISO Olhos, é um dos participantes desta edição.

Renomados especialistas da área da oftalmologia que atuam em diversos países já confirmaram presença, segundo informou Álvaro Hilgert, presidente da Comissão Executiva responsável pela organização do evento.

“A programação cientifica manterá o já consagrado formato de painéis com apresentação e discussão de casos clínicos e cirúrgicos, além de cursos nas áreas de diagnóstico, laser e cirurgia e do inédito Festival de Filmes”, destacou.

Está confirmada a presença dos especialistas estrangeiros Carl Awh, Carl Claes, David Pelayes, Gisele Soubrane, Neil Bressler, Stanley Chang, Susan Bressler, William Mieler, Zdnek Gregor e Zélia Maria Correa.

Dentre os diversos temas que serão abordados, conforme informou Álvaro Hilgert, destacam-se questões relacionadas a complicações cirúrgicas, descolamento de retina, distrofias, imagem e laser, maculopatias cirúrgicas e clínicas, oclusões venosas, retina pediátrica, retinopatia diabética cirúrgica e clínica, técnica cirúrgica e tumores (neuro-oftalmo, uveíte e genética).

No congresso, além dos cursos e palestras técnicas, os participantes irão se inteirar a respeito do que existe de mais avançado na indústria oftalmológica, tendo ainda acesso às últimas novidades tecnológicas na área.

No site www.retina2011.com.br os interessados poderão buscar informações mais detalhadas a respeito do congresso.

Remédio para o coração alivia dores nas córneas, diz pesquisa


Uma droga usada contra doenças cardiovasculares pode servir para aliviar dores nas córneas, indica pesquisa da USP de Ribeirão Preto.

Segundo a tese dos pesquisadores, um colírio feito com nitrato de isossorbida pode ser usado após cirurgias oftálmicas ou em inflamações causadas por uso contínuo de lentes.

O estudo, coordenado pelo oftalmologista Jayter Silva de Paula, foi feito com 60 ratos. Os pesquisadores fizeram raspagem nos olhos dos animais e, em parte deles, induziram uma ceratite (inflamação na córnea) com bactéria.

Depois, trataram os bichos com dois tipos de colírio: um disponível no mercado, de corticoides, e outro com a solução de isossorbida.

Para saber se a dor passou após a aplicação da isossorbida, a equipe analisou o comportamento do bichos, pelo número de piscadas. A pesquisa da USP deve ser publicada neste ano na revista da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Leia mais:

-  O que é ceratite

Fonte: FSP

Você sabe o que é retinopatia diabética?

Proveniente do diabetes, a retinopatia diabética se dá pelo rompimento dos vasos sanguíneos da retina, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior.

Essa patologia se manifesta inicialmente de forma leve ou moderada na maioria dos pacientes, sem qualquer efeito significativo sobre a visão. O processo pode evoluir rapidamente, levando a uma perda visual parcial ou total. Tal comprometimento da visão ocorre quando as hemorragias e a gordura extravasadas afetam a mácula, uma área central e crítica da retina, indispensável para a visão de leitura, de cores e detalhes. Essa forma da doença é chamada de retinopatia diabética exsudativa ou edema macular.

Retinopatia Diabética ou Edema Macular Moderado

Outra forma de apresentação da doença é a proliferativa, decorrente de hemorragias que se formam no interior do vítreo. Esses vasos neoformados podem causar hemorragia no vítreo. A forma proliferativa pode vir somada à exsudativa em alguns casos.

A Retinopatia leva à cegueira?

Sim e dependendo da área afetada do olho, da forma e do tempo de manifestação da doença e do descontrole do diabetes.

Existe um tratamento?

Sim e apresenta resultados animadores quando aplicado precocemente. Através da técnica da fotocoagulação a laser, pequenas áreas da retina podem ser cauterizadas, beneficiando a maioria dos pacientes. Outra forma de tratamento é através da vitrectomia, uma delicada microcirurgia que visa a remoção dos vasos anormais, da hemorragia vítrea e a correção do descolamento de retina. Novas drogas vem sendo estudadas e usadas com essas mesmas finalidades. Algumas delas são usadas em forma de cápsulas e outras injetadas pelo oftalmologista dentro do globo ocular e proporcionam resultados satisfatórios.

Quais são as possibilidades de cura?

Ainda não existe conhecimento amplo o bastante acerca do diabetes. Portanto, até então não existe a sua cura, mas seu controle clínico diminui significativamente o aparecimento da retinopatia diabética. Todo paciente diabédico deve ser acompanhado periodicamente pelo oftalmologista.

Vitrectomia na Retinopatia Diabética

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos

Terminado o ato cirúrgico, o paciente retorna ao quarto com um curativo sobre o olho operado e geralmente recebe alta no mesmo dia. Dores moderadas são habituais e a recuperação visual, parcial ou total, no olho operado ocorre lentamente, dias ou semanas após a cirurgia.

DMRI – Degeneração Macular Relacionada à Idade

A mácula é um ponto no centro da retina, responsável pela visão central usado para a leitura e para outras tarefas refinadas. A degeneração macular causa dano ou falência dessa região. Impede ou dificulta a leitura e os trabalhos feitos de perto sem, contudo, causar cegueira total. Se a visão periférica não estiver comprometida por outros problemas, é possível ver os objetos que ficam ao lado da mancha provocada pela degeneração macular.

Pode ser detectada e diagnosticada precocemente por um oftalmologista, através de exames oculares periódicos. O imediato encaminhamento a um especialista em doenças da retina pode prevenir danos adicionais através de tratamento específico e pode levar o paciente a encontrar um ajuste visual com óculos especiais. Estes exames especializados são principalmente importantes quando algum membro da família relata história de problemas retinianos.

Quem está sujeito a doença e quais as formas?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) está associada ao envelhecimento e é causada por uma atrofia ou afinamento das células visuais da mácula. Aparece com freqüência em idosos de pele clara e que apresentam na maioria das vezes, pequenos pigmentos no dorso das mãos. Entretanto, nem sempre o envelhecimento leva à perda da visão central.

As manifestações mais importantes da doença são as drusas ou pequenas manchas amareladas, que significam acúmulo de produtos resultantes da oxidação celular.

A DMRI pode se apresentar de forma atrófica (seca) ou exsudativa (úmida). A forma seca (figura 10) é chamada de degeneração involucional e representa 90% dos casos. Os outros 10% de casos de degeneração macular são formas exsudativas.

Existem tipos de degeneração macular que são herdados. Podem ocorrer em pacientes adolescentes e não estão associados com o processo de envelhecimento. Ocasionalmente, a alta miopia, o trauma, processos infecciosos, inflamação e outros agentes, podem também lesar o tecido delicado da mácula e/ou causar neovaso.

Tratamento

O uso de uso de suplementos alimentares constituídos de minerais e vitaminas antioxidantes (A, E, C, zinco, betacaroteno, selênio) pode amenizar a progressão da doença em pacientes que apresentam muitas drusas nos dois olhos ou forma avançada da doença em um olho.

Nos estágios iniciais da forma exsudativa ou com neovasos, tratamentos à base de anti-angiogênicos ou por intermédio do laser (PDT)  pode  evitar uma lesão maior na retina e menor perda da visão. Assim, após avaliação, o médico pode planejar o regime mais adequado a cada caso.

Fatores de risco

- Histórico familiar de DMRI,  polimorfismo do fator H do complemento, alimentação com baixas vitaminas e antioxidantes