Motociclistas deixam de usar a viseira do capacete
Por TV Integração
O respeito às leis de trânsito não passa apenas por uma direção segura ou defensiva. Significa também usar todos os equipamentos obrigatórios de segurança. Em Uberlândia, muitos motociclistas ignoram isso e deixam de usar um equipamento essencial: a viseira do capacete.
É lei, mas pelas ruas é difícil encontrar quem segue a determinação e deixa a viseira do capacete fechada. A maioria prefere trocar a segurança por um vento no rosto.
Juracir Neto, que é mototaxista há quatro anos, já passou aperto por andar com a viseira aberta. “A gente fica atrás dos ônibus, caminhão, vai um monte de coisa nos olhos’, conta. Nos dias quentes ele recorre aos óculos escuros para se proteger, mas não é o correto.
Pela resolução do Conselho Nacional de Trânsito, óculos de grau ou de sol não substituem a viseira ou os óculos especiais que devem ser usados quando o capacete não tem a proteção. Andar sem esse cuidado pode trazer riscos. O vento direto nos olhos causa ressecamento e a poeira no ar pode ainda levar a uma conjuntivite.
Os problemas podem ser maiores, segundo a oftalmologista Maria do Carmo Monte, principalmente quando pedras ou insetos cruzam o caminho. E ela avisa que a proteção pode ser ainda mais reforçada com viseiras que têm proteção contra raios ultravioletas.
Além de colocar em risco a saúde quem pilota moto sem a viseira do capacete ou óculos de proteção adequados leva multa de R$191, sete pontos na carteira, suspensão do direito de dirigir e recolhimento da carteira de habilitação.
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