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Síndrome de Down: a importância do acompanhamento oftalmológico
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Síndrome de Down: a importância do acompanhamento oftalmológico

 

A Síndrome de Down é um distúrbio de origem genética que ocorre quando uma divisão celular anormal resulta em material genético extra do cromossomo 21. Sendo assim, pessoas com Down tem 47 cromossomos em suas células ao invés de 46, como a maior parte da população.

Dentre as doenças oculares, há uma frequência maior em pessoas com Síndrome de Down, estas:

  • Erros de refração– as crianças com síndrome de Down são mais propensas a precisar de óculos do que as outras crianças. Isso pode ser devido a miopia, hipermetropia ou astigmatismo. O erro refrativo pode se desenvolver no início da vida ou mais tarde.
  • Estrabismo– entre 20% e 60% dos indivíduos com síndrome de Down têm olhos que estão desalinhados (estrabismo). A Esotropia (olhos tortos para dentro) é mais comum, enquanto a exotropia (olhos que entortam para fora) ocorre com menos frequência. O estrabismo pode ser tratado com óculos, tampão, aplicação de toxina botulínica e/ou cirurgia muscular do olho.
  • Blefarite– Inflamação das pálpebras com vermelhidão na borda das pálpebras e “caspas” nos cílios podem ocorrer e causar sensação de secura ou coceira. O tratamento é com a higiene diária das pálpebras (sempre) e antibióticos tópicos (quando necessários).
  • Lacrimejamento– lágrimas excessivas podem ocorrer porque os canais de drenagem estão bloqueados ou estreitos (obstrução do ducto nasolacrimal). A massagem na região do saco lacrimal é o primeiro tratamento e costuma melhorar quando feita adequadamente. Caso não melhore, pode exigir sondagem das vias lacrimais ou intervenção cirúrgica.
  • Nistagmo– este é um movimento involuntário “de ida e volta” ou agitação dos olhos. Pode afetar a visão para um grau leve ou severo. Pode ocorrer também como sinal de baixa visão na criança.
  • Ceratocone– uma distorção em forma de cone da córnea (camada frontal do olho), ocorre em até 30% das pessoas com síndrome de Down. O ceratocone geralmente é diagnosticado em torno da puberdade e deve ser monitorado regularmente. O ceratocone pode causar grau alto e baixar muito a visão. O hábito de coçar os olhos pode aumentar a progressão do ceratocone.
  • Catarata– existe uma incidência aumentada de catarata congênita (presente no nascimento), bem como cataratas adquiridas (desenvolvidas posteriormente). As cataratas podem progredir devagar e devem ser monitoradas regularmente, com tratamento quando apropriado.
  • Glaucoma– existe um risco aumentado de glaucoma infantil (pressão elevada dentro do olho).

 

Essas condições podem prejudicar o foco e dificultar a percepção de profundidade e, consequentemente, atrapalham o desenvolvimento das crianças com Down, pois é sabido que elas aprendem mais facilmente com informações visuais. Quanto antes for diagnosticado e tratada qualquer deficiência visual, melhor será a qualidade de vida desse indivíduo. Sendo assim, exames de rotina e consultas com oftalmologistas devem ser feitos periodicamente.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças com síndrome de Down sejam examinadas por um oftalmologista pediátrico ou um oftalmologista que esteja familiarizado com o exame de crianças com deficiência. O exame inicial deve ser feito até seis meses de idade com exames de acompanhamento uma vez por ano ou mais, se necessário.

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