
Com o aumento de nossa expectativa de vida, o interesse na saúde dos nossos olhos tornou-se de suma importância. Quem enxerga bem, se refere à visão de forma simples, não valoriza o que vê. Mas para quem tem algum problema, o caso é diferente.
Para a Organização Mundial de Saúde – OMS, 180 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual. Aproximadamente 135 milhões correm riscos de cegueira, enquanto 50 milhões são cegos.
Ainda segundo a OMS, 80% do conhecimento chegam ao cérebro por meio dos olhos, o qual deve ter cuidados para prevenir doenças que na maioria dos casos são silenciosas.
Segundo o oftalmologista Mario Carvalho, diretor do ISO Olhos e membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, o Brasil é referência no tratamento de doenças oculares e muitas delas podem ser evitadas se o foco for a prevenção em todas as idades, mas principalmente após os 50 anos.
Durante o Congresso Anual da Academia Americana de Oftalmologia (ASCRS), evento que reuniu mais de 6 mil oftalmologistas em São Francisco (EUA) em 2009, ele apresentou aos presentes uma técnica para tratar astigmatismo em pacientes com catarata. “Em um único procedimento é possível resolver dois problemas: a catarata e o astigmatismo com a implantação de uma lente intra-ocular, o que proporciona visão para longe e perto sem dependência de óculos”, afirma o médico.
De acordo com o especialista, as pessoas podem procurar pelo tratamento e recuperar-se em um tempo mínimo, devido às novas técnicas e equipamentos com tecnologia de ponta. Hoje, pacientes que se submetem à cirurgia de catarata são estimulados no pós-operatório a condicionar o cérebro a reconhecer distâncias intermediárias através da neuro-adaptação.
Sobre a catarata
O sol é um dos grandes vilões dos olhos. Os países tropicais têm mais casos de catarata, que é uma doença que turva a visão. É comum em pessoas idosas, mas pode ocorrer em crianças e jovens. O olho é tomado por uma camada opaca, que impossibilita a passagem de luz e diminui a visão até provocar a cegueira. Não há tratamento clínico, apenas cirúrgico que, em 90% dos casos, devolve a visão ao paciente. No mundo, de 12 a 15 milhões de pessoas estão cegas por causa da catarata. Cerca de 20% deste total, 3 milhões, podem ter tido como causa a exposição excessiva aos raios solares. A cada ano, 120 mil novos casos são registrados.
Quais os sintomas da catarata?
Um dos principais sintomas é a visão embaçada, associada ou não a distúrbios visuais como: halos noturno e piora na luz solar. Além disso, a pessoa pode se queixar de embaçamento visual, apresentar dificuldade de deambulação ou mesmo sintomas de depressão, podem ser sinais indiretos da limitação visual que a catarata induz.
Como é feito o tratamento?
A cirurgia é a única maneira de solucionar o problema. A técnica cirúrgica consiste na remoção do cristalino opaco para substituí-lo por um cristalino artificial, transparente, que é a lente intra-ocular. Os melhores resultados são obtidos com a facoemulsificação, realizada com anestesia tópica (colírio anestésico), mediante pequena incisão, que proporciona mais segurança durante a cirurgia, conforto e recuperação visual precoce no pós-operatório.
Quando operar?
A cirurgia deverá ser realizada a partir do momento em que a catarata estiver interferindo na qualidade de vida da pessoa, independente do seu estágio evolutivo. No entanto, a cirurgia precoce é mais segura, permitindo ao paciente rápido retorno às atividades, reconquista da independência, segurança para caminhar, dirigir e desenvolver suas atividades diárias, melhorando também, sua auto-estima.