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Proteja-se da exposição à radiação o ano inteiro

:: Expor os olhos ao sol sem proteção pode causar degeneração macular relacionada à idade e aumenta a chance de ser ter catarata precoce, porque pode tornar opaco o cristalino, lente do olho que focaliza as imagens na retina. Nos casos mais graves de DMRI, a doença pode levar à cegueira. A radiação também resseca a lágrima e pode causar fotoceratite, inflamação da camada externa da córnea que provoca vermelhidão e sensação de areia nos olhos. O desconforto desaparece de um dia para o outro, mas, neste processo, muitas células morrem, e, a longo prazo, podem aparecer manchas de senilidade e até câncer nas pálpebras, além do pterígio, uma doença genética desencadeada pela radiação UV, ela forma uma membrana que cresce sobre a conjuntiva e costuma ser confundida com a catarata, causando vermelhidão ocular, sensação de areia nos olhos e pode crescer atrapalhando a visão.

:: Dias nublados podem ter tanta radiação quanto dias ensolarados.

:: Pesquisas indicam que quem fica mais tempo exposto ao sol, como populações que vivem em ambientes rurais ou profissionais que trabalham a céu aberto, está mais propenso aos problemas gerados pela falta de proteção adequada. Portanto, quem se expõe mais ao sol deve tomar mais cuidado. O mesmo vale para a exposição à neve.

:: Quanto mais claros os olhos e a pele, menor é a tolerância à radiação. Mas todos podem ser prejudicados, em algum grau, pela exposição.

:: Pessoas que usam remédios anticoncepcionais, anti-histamínicos contendo benzofenona e prometazina, antibióticos com eritromicina, antiarrítimicos cardíacos e antidiabéticos devem estar alertas, porque a toxicidade destes medicamentos pode potencializar a ação da radiação no organismo. E quem faz uso prolongado de corticoide (principalmente) pode desenvolver catarata precocemente e o uso de diurético, antipsicótico, antidepressivo, analgésico e antibióticos está mais propenso a desenvolver o olho seco. Em todos os casos, é preciso consultar seu médico para saber como proceder (suspender o uso ou substituir o medicamento por outro, por exemplo).

:: Quanto mais escuras as lentes, mais as pupilas se dilatam. Isso quer dizer que, se seus óculos não tiverem filtro UV, a pessoa estará ainda mais exposta à radiação.

:: Perto do mar e na neve, a radiação é maior, porque as pequenas poças de água encontradas nestes ambientes formam uma película reflexiva. A areia também reflete muito a luz solar.

:: Quem trabalha ao ar livre deve usar óculos de sol sempre, principalmente se exerce sua atividade na praia.

Para a oftalmologista do ISO Olhos, Dra. Renata dos Reis, o mais importante de tudo além destas dicas é usar óculos com lentes de boa qualidade, boa procedência e com garantia de proteção UVA e UVB.

Fonte:  O Globo

Postado por: ISO Olhos   |   0 Comentário

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Não descuide dos olhos no verão

Com a chegada do verão e das férias, aumentam o contato com o sol, claridade, cloro, ar condicionado e areia – agentes irritantes dos olhos e que podem causar sérios problemas visuais. A maioria das pessoas procuram pelo sol, água e areia. Mas é preciso cuidado quando o tema é a relação dos olhos com esse trio.

Nesta época, a incidência de conjuntivites, alergias e irritações oculares causadas pelo cloro, protetores solares e bronzeadores chega a ser maior do que nos demais meses do ano.

Com o excesso de claridade pode surgir as reações alérgicas e queimaduras graves, podendo até mesmo machucar a córnea, provocando nos olhos a sensação de desconforto, como se houvesse um cisco, além de provocar vermelhidão. Outro ponto que deve ser ressaltado é o contato dos olhos com qualquer substância química, que pode gerar incômodo visual e até mesmo queimaduras crônicas.

Para evitar estragos causados pelos raios ultravioletas (UV), a melhor opção, é a escolha de um par de óculos escuros com lentes adequadas, de boa qualidade, que bloqueiem pelo menos 99% da radiação ultravioleta.

Ao escolher óculos, nem sempre o mais escuro é que oferece melhor proteção. O filtro UV pode ser colocado até mesmo em lentes transparentes. O importante é saber a procedência dos óculos para garantir que os olhos estarão protegidos. Por isso não é aconselhável compra-lo em mercados ambulantes.

A exposição dos olhos a esses raios pode, ao longo dos anos, antecipar o surgimento de doenças próprias da Terceira Idade como a catarata e a degeneração macular. A catarata é a perda da transparência do cristalino, o que provoca o embaçamento da visão. A degeneração macular é provocada pela destruição dos neurônios na mácula, área responsável pela visão central. A pessoa perde a capacidade de foco dos olhos e passa a ter, então, somente a visão periférica. No ponto de foco, somente é possível enxergar uma mancha negra. Os casos mais avançados podem chegar a cegueira total. Cerca de 25% da população com mais de 75 anos, já apresenta algum tipo de degeneração.


Para quem usa lentes de contato, os cuidados devem ser redobrados. Além de não abrir os olhos debaixo d’água – recomendação que vale para todos -, os usuários de lentes devem utilizar também óculos de sol para evitar a entrada de ciscos e areia nos olhos.

É importante que as lentes não sejam lavadas em água de e torneira, apenas com produtos adequados e não deixar que entrem em contato com substâncias gordurosas. E antes de manuseá-las, é importante lavar bem as mãos com sabonete e manter o estojo sempre limpo.

No caso de qualquer contaminação, o aconselhável é lavar bem os olhos com água filtrada ou soro fisiológico. Além disso, é importante a consulta ao oftalmologista para a indicação de colírios ou tratamentos adequados para impedir a progressão do problema.

Verão é época da disseminação de conjuntivites

A conjuntivite pode ser causada por vírus ou bactérias, levando a quadros diferentes, que requerem tratamentos também distintos. Os sintomas são: presença de olhos vermelhos e lacrimejantes, dor persistente, sensação de que há areia nos olhos, dor ao olhar pra luz e pálpebras inchadas. No caso das bacterianas, há uma grande produção de secreção amarelada e, pela manhã, a pessoa acorda com as pálpebras “grudadas”.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de objetos contaminados (toalhas, travesseiros, lenços) e dissemina-se rapidamente em ambientes como escolas ou creches. O tratamento da conjuntivite bacteriana é feito com uso de colírios de antibiótico. No caso das viróticas, o tratamento consiste em lavagem e manutenção de cuidados de higiene.

“Para prevenir essa doença, o ideal é que sejam mantidos hábitos de higiene adequados, já que o verão é época da disseminação de conjuntivites”, enfatiza Maria do Carmo Monte, oftalmologista do ISO Olhos. Ela lista os seguintes cuidados: evite coçar os olhos; use lenços descartáveis, quando necessário; use travesseiros individuais; evite usar objetos de pessoas com a doença; evite piscinas com água não tratada e o uso de lentes de contato nessas situações.

Dra. Maria do Carmo Monte é médica oftalmologista do ISO Olhos – Instituto de Saúde Ocular

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