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Erros de Refração: entenda cada um deles e a forma de tratamento

A maioria das pessoas convive com algum desses erros de visão causados por modificações na estrutura dos olhos. Saiba a diferença entre eles e o que fazer para corrigí-los.

Miopia
É a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe. O principal fator que influencia o aparecimento da miopia é a hereditariedade. Em geral, o grau de miopia aumenta durante o período de crescimento.As formas de correção da miopia são: óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Hipermetropia
Ocorre quando o olho é menor do que o normal. Isso cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho. A maioria das crianças são hipermétropes de grau moderado, condição esta que diminui com a idade. A hipermetropia pode ser corrigida através do uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Astigmatismo
É causado por diferentes curvaturas corneanas ou por irregularidades na córnea, formando a imagem em planos diferentes o que ocasiona a distorção da mesma. O uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia podem corrigir o astigmatismo.

Presbiopia
Conhecida como “vista cansada”, manifesta-se normalmente após os 40 anos, criando uma dificuldade para enxergar de perto e de longe. O uso de óculos ou lentes de contato são formas de correção da presbiopia, além da cirurgia.

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Mineiros do Chile: óculos protegem para readaptação à luz

Quando assistimos a saída dos 33 homens que ficaram 69 dias a 700 metros de profundidade na mina San Jose no deserto de Atacama, no Chile, um detalhe chamava a atenção a cada resgate feito pela cápsula Fênix 2, todos deixavam a cápsula usando óculos escuros.
Os óculos, dotados de lentes com radar polarizados, conforme foi informado, são importantes e tem função de proteção para essas pessoas que passaram quase 70 dias sem ver a luz natural.
Os mineiros precisarão passar por uma espécie de descompressão com readaptação em várias áreas do organismo, e os olhos estão entre os alvos dos impactos.
 

 

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Programa Bem Viver esclarece dúvidas sobre catarata

Em entrevista no programa Bem Viver, com Mônica Cunha, na rádio Globo Cultura AM, o médico Mário Carvalho explicou aos ouvintes o que é catarata. A vista um pouco embaçada como se fosse uma janela suja é um dos sintomas mais evidentes em pacientes com mais de 60 anos.

Para tirar essa sensação de embaçamento e voltar a ter liberdade visual o paciente deve fazer o tratamento cirúrgico, que consiste na retirada do cristalino opacificado e a implementação de uma lente intra-ocular.

O cristalino é a lente intra-ocular natural e tem a função de ajudar a córnea a focalizar o que vemos. A opacificação ou perda da transparência deste cristalino pode comprometer a visão em graus diferentes.

Durante a entrevista, alguns ouvintes questionaram sobre os tipos de catarata. Segundo o oftalmologista Mário Carvalho, existe a senil (de acordo com a idade), congênita ( criança já nasce com o cristalino opacificado), traumática (quando há trauma no olho) e a medicamentosa (alguns medicamentos podem acelerar o surgimento).

É importante lembrar ainda que a catarata leva à cegueira. Caso a doença evolua, pode provocar a perda total de visão. A catarata, inclusive, é considerada a principal causa de cegueira reversível no Brasil e no mundo, especialmente em pessoas com mais de 60 anos.

A hora de operar: Depois de diagnosticada a catarata e o paciente perceber que a visão embaçada está comprometendo as atividades do dia a dia ou se ele faz o uso dos óculos, talvez ele não atenda mais á real necessidade.

Os pacientes submetidos à cirurgia não precisam de internação e, por ser um procedimento simples, leva-se pouco tempo, e a pessoa volta para casa no mesmo dia.

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Não descuide dos olhos no verão

Com a chegada do verão e das férias, aumentam o contato com o sol, claridade, cloro, ar condicionado e areia – agentes irritantes dos olhos e que podem causar sérios problemas visuais. A maioria das pessoas procuram pelo sol, água e areia. Mas é preciso cuidado quando o tema é a relação dos olhos com esse trio.

Nesta época, a incidência de conjuntivites, alergias e irritações oculares causadas pelo cloro, protetores solares e bronzeadores chega a ser maior do que nos demais meses do ano.

Com o excesso de claridade pode surgir as reações alérgicas e queimaduras graves, podendo até mesmo machucar a córnea, provocando nos olhos a sensação de desconforto, como se houvesse um cisco, além de provocar vermelhidão. Outro ponto que deve ser ressaltado é o contato dos olhos com qualquer substância química, que pode gerar incômodo visual e até mesmo queimaduras crônicas.

Para evitar estragos causados pelos raios ultravioletas (UV), a melhor opção, é a escolha de um par de óculos escuros com lentes adequadas, de boa qualidade, que bloqueiem pelo menos 99% da radiação ultravioleta.

Ao escolher óculos, nem sempre o mais escuro é que oferece melhor proteção. O filtro UV pode ser colocado até mesmo em lentes transparentes. O importante é saber a procedência dos óculos para garantir que os olhos estarão protegidos. Por isso não é aconselhável compra-lo em mercados ambulantes.

A exposição dos olhos a esses raios pode, ao longo dos anos, antecipar o surgimento de doenças próprias da Terceira Idade como a catarata e a degeneração macular. A catarata é a perda da transparência do cristalino, o que provoca o embaçamento da visão. A degeneração macular é provocada pela destruição dos neurônios na mácula, área responsável pela visão central. A pessoa perde a capacidade de foco dos olhos e passa a ter, então, somente a visão periférica. No ponto de foco, somente é possível enxergar uma mancha negra. Os casos mais avançados podem chegar a cegueira total. Cerca de 25% da população com mais de 75 anos, já apresenta algum tipo de degeneração.


Para quem usa lentes de contato, os cuidados devem ser redobrados. Além de não abrir os olhos debaixo d’água – recomendação que vale para todos -, os usuários de lentes devem utilizar também óculos de sol para evitar a entrada de ciscos e areia nos olhos.

É importante que as lentes não sejam lavadas em água de e torneira, apenas com produtos adequados e não deixar que entrem em contato com substâncias gordurosas. E antes de manuseá-las, é importante lavar bem as mãos com sabonete e manter o estojo sempre limpo.

No caso de qualquer contaminação, o aconselhável é lavar bem os olhos com água filtrada ou soro fisiológico. Além disso, é importante a consulta ao oftalmologista para a indicação de colírios ou tratamentos adequados para impedir a progressão do problema.

Verão é época da disseminação de conjuntivites

A conjuntivite pode ser causada por vírus ou bactérias, levando a quadros diferentes, que requerem tratamentos também distintos. Os sintomas são: presença de olhos vermelhos e lacrimejantes, dor persistente, sensação de que há areia nos olhos, dor ao olhar pra luz e pálpebras inchadas. No caso das bacterianas, há uma grande produção de secreção amarelada e, pela manhã, a pessoa acorda com as pálpebras “grudadas”.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de objetos contaminados (toalhas, travesseiros, lenços) e dissemina-se rapidamente em ambientes como escolas ou creches. O tratamento da conjuntivite bacteriana é feito com uso de colírios de antibiótico. No caso das viróticas, o tratamento consiste em lavagem e manutenção de cuidados de higiene.

“Para prevenir essa doença, o ideal é que sejam mantidos hábitos de higiene adequados, já que o verão é época da disseminação de conjuntivites”, enfatiza Maria do Carmo Monte, oftalmologista do ISO Olhos. Ela lista os seguintes cuidados: evite coçar os olhos; use lenços descartáveis, quando necessário; use travesseiros individuais; evite usar objetos de pessoas com a doença; evite piscinas com água não tratada e o uso de lentes de contato nessas situações.

Dra. Maria do Carmo Monte é médica oftalmologista do ISO Olhos – Instituto de Saúde Ocular

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