Adaptação de celular vira instrumento para diagnóstico oftalmológico

Segundo o caderno Ciência e Equilíbrio da Folha de São Paulo, existem vários testes clínicos sendo feitos em diferentes países para comprovar a eficácia de novos aplicativos de celulares que prometem, entre outros benefícios, melhorar o acesso de pacientes a médicos especialistas para permitir que seu uso seja empregado na prática médica.
De acordo com Rubens Belfort Júnior, médico, professor Unifesp e presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, em reportagem da Folha, em determinado momento o agente de saúde poderá tirar uma foto do olho do paciente pelo celular e, assim que a imagem chegar ao hospital, o profissional já saberá se o paciente vai ou não necessitar de um laser para a correção do problema.
Contudo, para Cláudio Lottenberg, oftalmologista do hospital Albert Einstein, apesar de promissoras, as novas tecnologias, especialmente em regiões remotas, não devem substituir o entendimento do paciente como um todo.
Se a eficácia for comprovada – um grupo de alunos, entre eles brasileiros, estão realizando pesquisas no Massachusetts Institute of Technology (EUA) -, os sistemas poderão diagnosticar tumores, doenças cardíacas ou perdas auditivas.
Lottenberg afirma na matéria da Folha de São Paulo que o médico deverá continuar a examinar o paciente porque, por exemplo, uma alteração ocular visualizada na tela do iPad pode parecer uma degeneração e ser, na verdade, uma hemorragia.







